segunda-feira, 10 de março de 2014

Peugeot

Peugeot

Aqui esta garagem, na esquina para o Largo 25 de Abril, foi durante muitos anos o abrigo (garagem) para um veículo azul, da marca Peugeot, semelhante ao modelo que está na foto em baixo com a senhora.

Não creio que seja o mesmo modelo, uma vez que este que se vê na foto, é de finais do Sec. XIX (1891) e mesmo contando com o tempo de chegada a Portugal é possível que não seja o mesmo....


Contudo o desenho é igual ou muito semelhante e uma das particularidades deste caso é que o seu proprietário era um «simples» mestre torneiro que trabalhava nas Bombas Custódio, na altura na Penha e que foi meu vizinho no Bom João durante muitos anos.

Só liguei o seu trabalho, a sua pessoa e o seu carro quando um domingo o vi ocasionalmente a sair da garagem, com o seu carro em estado impecável, uma verdadeira relíquia conservada seguramente com muito amor.

Azul escuro, quase azulão, tinha no entanto uma cor que não sendo muito usada era comum em muitos carros Peugeot desta época.
 
 

A entrada da Geral (Galinheiro) no Cine Teatro Farense

 
 
A entrada da Geral (Galinheiro) no Cine Teatro Farense e a saída geral para quem estava com pressa. Vindos da Plateia também se fumava ao ar livre, com os porteiros a vigiar, junto às portas. Nunca chamei galinheiro à Geral (frequentei muitas vezes) mas aqui há anos, como achei caro o preço para ouvir o Carlos Paredes um dos responsáveis pela organização do espectáculo, meu amigo, disse-me que «se achas caro vai para o galinheiro».

 

 

Paco Fortes, como treinador do Farense

 
 
 
Paco Fortes, já como treinador do Farense, em destaque no "Jornal do Algarve" em 1995.
 
 


segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Ferrinho de Engomar

 
 
Ferrinho de Engomar
 
Aqui nesta casa, situada em plena Rua Extrema (agora Rua João de Deus) onde eu fui várias vezes, morava aí um colega meu na(s) Escola(s) - Primária e Secundária.
 
Esta Rua, durante muitos anos, foi objecto de cheias: bastava cair um pouco mais de chuva e lá andava o pessoal a meter os taipais nas portas.
Ele morava no primeiro andar, e francamente não sei como era no rès do chão porque a entrada dessa casa era do lado da Rua Almeida Garrett, mas lembro-me que uma vez ele me mostrou as marcas na parede e que praticamente a água chegou até ao bordo do segundo lance da escada (para aí 2 metros, talvez).
 
Esse problema foi resolvido não sei bem como, normalmente a Escola Primária logo em frente não tinha grandes problemas, mas estas casas estavam no seu enfiamento todas elas abaixo do nível normal do solo.
 
Ora, aqui nesta esquina, onde estão agora os contentores do lixo, havia uma casinha, baixa, em triângulo, que ocupava precisamente o espaço de esquina que leva até ao final do agora baldio (provavelmente entretanto já ajardinado) e que era conhecida como «ferrinho de engomar» dada a sua forma e tendo em atenção a forma dos ferros de engomar.
 
Durante as minhas andanças perdi-a de vista mas quando revi o local anos depois já ela lá não estava. 

Estradinha Funda

 
 
Estradinha Funda
 
A escritora farense Lina Vedes tem um texto sobre a Estradinha Funda (aqui: http://www.raizonline.net/duzentosedoze/dozeaaa.htm) (este link já não funciona, as nossas desculpas) e a imagem que apresentamos acima foi-nos fornecida pela Lina Vedes e representa a dita Estradinha numa altura recuada, provavelmente já distante do período de «má fama» da mesma, mas ainda no estado lastimoso em que muitos a conheceram.
 
Eu passava ali para ir à nespera nas Hortas e já contei algures que a GNR ia patrulhar por aqueles lados e tinha o triste hábito de enfiar com os cavalos por aquele estreita «estradinha» e que para nosso azar constante entrava em baixo quando nós estávamos quase a chegar ao fim dela.
Tinhamos de recuar correndo porque o espaço era curto e não dava mesmo para encostar à parede sequer e a eventualidade de ser pisado pelas patas de um cavalo não era assim tão remota nem desejável.
 
Ora, fiz uma foto (Google) da entrada actual da Estradinha Funda e pode verificar-se que aquilo que se alterou nela em cerca de 30/40 anos foi o facto de terem colocado portões deste género (em baixo é igual) embora haja uma vantagem que inibe, pelo menos, o seu uso: a vizinhança de uma habitação, aqui em cima (Santo António do Alto).
 
Quanto à parte de baixo não há qualquer vizinhança inibidora e as ervas e troncos de pequenas árvores são praticamente uma selva virgem.
   

Casinhas perto do Estádio S. Luís (Bairro Centenário)

 
 
Casinhas perto do Estádio S. Luís (Bairro Centenário)
 
Estas casinhas baixinhas, com uma arquitectura antiga e já com muitos anos de existência, estiveram para ir abaixo quando da construção dos desproporcionados blocos da Chasfa em frente.
 
Segundo informações que terão sido dadas pelo responsável da Chasfa na altura e depois Presidente da Câmara Luís Coelho, num debate pré-eleitoral que teve lugar no Teatro Lethes aqui há uns anos, estas habitações têm à volta de 5 vezes maior densidade populacional do que aquilo que é actualmente permitido por lei. Mas na altura da construção estava tudo legal...
 
De qualquer forma, o que interessa é que estas casinhas acabaram por ficar aqui, proporcionando um contraste (pobre) com os enormes blocos ao fundo, mas são um dos últimos resquícios da habitação tradicional naquela zona.
 
Foram arranjadinhas, algumas estavam mesmo muito maltratadas e não sendo uma grande lufada de ar fresco no sítio, sempre dão um jeito...

 

Casa do Nugas

 
 
Casa do Nugas
 
Esta casa que se vê aqui à esquina, coberta a azulejo, no cruzamento entre a Rua do Bom João e a Rua Antero de Quental foi a casa do Sr. Nugas, que teve um estabelecimento de barbearia na Baixa (Largo Terreiro do Bispo com Rua Filipe Alistão) que foi um centro importante de convívio, como eram muitos barbeiros tradicionais.
 
O Sr. Nugas vendia também lotaria que tinha exposta nas vidraças e eu apenas via a sua chegada a casa, numa lambreta, que tinha na altura. Não me parece que tenha estado muito relacionado com o bairro, em si, não me recordando eu da sua presença na Sociedade os Bonjoanenses que era o centro aglomerador da vizinhança na altura (anos 50/60).