sábado, 24 de agosto de 2013

Estalagem Caíque em Olhão - Ontem e Hoje

 
 
Estalagem Caíque em Olhão - Ontem e Hoje
 
Nesta Estalagem, militava o Olhanense na Primeira Divisão tal como agora, ficavam as equipas visitantes instaladas quando iam jogar ao então Estádio Padinha.
 
Naquele tempo, fosse qual fosse a equipa, não podia ganhar ou mesmo empatar em Olhão. O ambiente olhanense era febril e um dia o Belenenses «resolveu» empatar.
 
Protestando por uma alegada falta não assinalada contra o Belenenses, esta Estalagem foi cercada e em Olhão havia dois polícias.
 
Contudo as coisas conseguiram acalmar e ao fim de algum tempo e muitas conversações lá foi permitido à equipa do Belenenses seguir até à Estação dos caminhos de ferro, onde estava estacionada um comboio expressamente fretado para o transporte dos jogadores e restante equipa técnica do BFB.
 
Quem me contou isto trabalhava no Hotel e deve haver alguma coisa escrita em jornais desportivos e não só da época.
 
As coisas mudaram muito, mesmo muito, e por volta de 77 tive oportunidade de assistir a um jogo entre o Olhanense e o seu rival regional Farense sem quase nenhuns problemas.
Só me lembro de um haver um adepto muito irritado com o Cajuda (que jogava no Farense na altura) argumentando que ele era de Olhão e que devia jogar, embora com a camisola do Farense, pelo Olhanense.
 
Mas foi um episódio, como tantos outros que ainda se vêm em qualquer lado passados que são sobre 77, cerca de 35 anos. 
 

Casa do Dr. Rocha Gomes

 
 
Casa do Dr. Rocha Gomes
 
O Dr. Elviro Rocha Gomes foi uma das personagens mais conhecidas na cidade de Faro, apesar de nem sempre ser referenciado pelos alunos do Liceu de Faro onde leccionou.
 
Era conhecido como «Alfafa» por razões que desconheço, também não sei exactamente quais as disciplinas (seguramente relacionadas com Letras ou Literatura) que leccionou, mas acredito que fosse Licenciado em Germânicas ou sua equivalente no seu tempo.
 
Fazia traduções de Alemão já após a sua reforma, onde morou então na Rua Dr. Emiliano da Costa e escreveu (a suas expensas) uma colecção razoável de livros, alguns de carácter didático e outros onde fazia ressaltar o seu sentido crítico e o seu excelente humor.
 
Viveu nesta casa, na Rua Antero de Quental, durante largos anos e não o tivesse eu encontrado na Rua Actor Nascimento Fernandes nem me aperceberia que ele tinha abandonado esta casa, agora na foto quase em ruínas, mas na altura (anos 60/70) uma habitação com algum estatuto.
 
Era uma personagem com um sentido de humor notável e um intelectual à medida algarvia com superior calibre. E por aqui ficou e fica a sua memória, como ficou e fica a de muitos outros que por não terem enveredado pela «grande capital» ficaram mais ou menos esquecidos e se vão «deixando» esquecer pelo tempo. 

Quintal do Sr. Sebarrinha

 
 
Quintal do Sr. Sebarrinha
 
Aqui neste quintal e casa anexa, como é claro, morou o Sr. Sebarrinha, antigo empregado na Drogaria (ou casa de artigos eléctricos) Arcanjo, situada no topo da Rua de Stº António, sensivelmente a seguir à Farmácia Baptista.
 
O temperamental Cavaco, conhecido electricista da cidade de Faro, ainda trabalhou lá, e eu, embora tivesse tido alguma lidação, curta, com o Cabecinha (na Gardy) pouco antes do seu falecimento, não consigo (memorialmente) fazer a ligação entre o Cavaco e o Cabecinha, pois parece-me que na altura do seu falecimento o Cavaco trabalhava para o Cabecinha (pai).
 
De qualquer forma um dia chegarei lá e como estamos a falar do Sr. Sebarrinha seria de dizer que o seu profissionalismo e competência eram reconhecidos assim como a sua capacidade inventiva. Chegou a fazer antenas de televisão acopladas a cabos de vassoura o que na altura era um acontecimento para constar.
 
Neste quintal que se vê em frente funciona no Verão uma excelente cavaqueira entre a vizinhança o que sendo facto cada vez mais raro na cidade tem tido aqui tendência a manter-se.
 
O filho do falecido Sebarrinha tem um estabelecimento na Estrada da Penha, aqui próximo, e herdou algumas qualidades do pai, ou talvez todas, fazendo reparações de aparelhagens diversas embora ultimamente se dedique mais à revenda de aparelhagens usadas.

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Jorge Jesus e o Shampoo



 
 
Jorge Jesus e o Shampoo

Sabiam que o Jorge Jesus, actual treinador do Benfica, aqui com a camisola do Olhanense, quando jogava no Farense era conhecido como o «shampoo»?

Tal alcunha deve-se ao facto dele (e outros jogadores) naquele tempo e dadas as fracas condições de balneário, levarem consigo o material suplementar que julgavam necessário para o banho a seguir ao jogo ou ao treino.

Vários levavam frascos de shampoo, mas só o Jorge Jesus ganhou a alcunha, devido ao carinho e atenção que dedicava ao dito frasco de shampoo.

Assim, a sua preocupação com o cabelo (e o penteado), que todos notamos ainda hoje vem de longe, de muito longe...

A importância do pião



 
 
A importância do pião
 
Quem nunca jogou ao pião pode ter perdido momentos que seriam «imperdíveis» para a a formação pessoal em período de infância.
 
A arte de enrolar o fio, o jogar ao chão, o fazer correr para a palma da mão, o fazer rolar o máximo de tempo possível quer na mão quer colocando de novo no solo e voltar a recuperar, o levar ou dar «cantadas» no topo (operação de picar o pião do concursante perdedor) , o desgosto de sofrer uma «cantada», o prazer de dar uma «cantada» no pião do adversário, enfim...manejo e habituação no manejo de um objecto, prova de habilidade e saber, vocação ou sorte...não há mesmo nada como um pião por mais que as tecnologias de tecla e e ecrã forneçam novidades todos os dias.
 
Ninguém deveria entrar na Universidade sem passar também por uma prova de pião, isso sim, demonstrava vocação, qualidade, paciência, saber perder e saber saber ganhar, respeitar regras e assumir derrotas e vitórias.
 
Sabe jogar ao pião? Sim...então está contratado!!!
 
 

A entrada da Geral (Galinheiro) no Cine Teatro Farense

 
 
A entrada da Geral (Galinheiro) no Cine Teatro Farense e a saída geral para quem estava com pressa. Vindos da Plateia também se fumava ao ar livre, com os porteiros a vigiar, junto às portas.
 
Nunca chamei galinheiro à Geral (frequentei muitas vezes) mas aqui há anos, como achei caro o preço para ouvir o Carlos Paredes um dos responsáveis pela organização do espectáculo, meu amigo, disse-me que «se achas caro vai para o galinheiro».
 
 
Nota: Esta foto veio do José Pelica, mas por razões que desconheço o facebook não me permitiu a partilha directa. Assim, ao José Pelica o que é do José Pelica.