quinta-feira, 9 de maio de 2013

FARO - 1929 - Cinemateca Portuguesa

FARO - 1929
 
 
 
Filmes Castello Lopes - Companhia Produtora
 
Portugal, 1929
Género: documentário
Duração: 00:07:14, 18 fps
Formato: 35 mm, PB, sem som
AR: 1:1,33
ID CP-MC: 2002520-003-00.11.43.01

sábado, 4 de maio de 2013

Trigo Pereira e Rocha Pinto

 
 
Trigo Pereira e Rocha Pinto
 
Tem-se falado amiúde do Rocha Pinto no facebook. Há no entanto um outro, da mesma idade, sensivelmente, do qual também nunca mais ouvi falar que é o Trigo Pereira.
 
Tanto este como o Rocha Pinto moraram aqui nesta casa, o primeiro na casa de esquina e o segundo na habitação a seguir.
 
A família Trigo Pereira anda pela cidade, ou andava, pelo que me apercebi aqui há anos, tendo tido do conhecimento da existência de um Veterinário com este nome, salvo erro exercendo pelo menos parte das suas funções na antiga Cooperativa de Leite de Faro.
 
Quanto ao Rocha Pinto era um personagem singular que eu não conheci de muito perto, mas que sabia morar aqui e ter uma relação com o Desporto, não sei exactamente qual a modalidade, sendo de supor ser ou Basquetebol ou Andebol.
 
Acho que há por aí quem possa acrescentar mais qualquer coisa.

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Supermercado Horta

 
 
Supermercado Horta
 
Aqui foi o Supermercado Horta, nesta altura fechado e para venda.
 
O Senhor Horta era um empresário que acreditava na iniciativa local (começou com uma mercearia), desenvolveu-se para fazer face à concorrência que vinha dos grandes supermercados que se iam instalando na cidade, mudou-se para a Urbanização das Laranjeiras, na zona da Penha, e segundo o que me constou associou-se ou vendeu o negócio ao Pingo Doce.
 
Esta associação terá feito com que ele fechasse este estabelecimento aqui, que se manteve aberto durante algum tempo em simultâneo com o outro, dado que no Estádio do Farense, havia um Pingo Doce que com este era concorrente e vice versa. O Pingo Doce acabou por sair do Estádio ao fim de alguns anos e ainda subvencionou o Farense.
 
Depois do falecimento do Senhor Horta, uma pessoa de agradável trato sempre, a coisa por aqueles lados deixou de vingar e neste momento não me parece que haja qualquer comparticipação Horta no actual Pingo Doce - Supermercado e/ou edifício na Urbanização das Laranjeiras.
 
É uma pena que as coisas tenham tido este curso. Este estabelecimento estava bem situado, tinha abundante clientela e preços, que não sendo dos mais atractivos eram no entanto razoáveis e valia também pelo trato familiar tradicional.
 
 

O Futebol Clube de S. Luis

 
 
O Futebol Clube de S. Luis
 
Esta agremiação, não sendo a mais antiga em Faro, teve um papel importante no campo desportivo, nomeadamente em Futebol, sendo uma das Escolas de Futebol mais conhecidas da cidade de Faro.
 
Ainda mantém actividade com algum relevo mas num ritmo, por aquilo que entendo, adaptado ao período de crise que para as agremiações de bairro começou bastante antes desta económica e financeira que vem desde 2008 e que estamos a viver.
 
Na verdade e deste assunto embora não seja especialista conheço um pouco o desenvolvimento do desporto nas Escolas (o que é uma coisa boa, esclareça-se) retirou a estas agremiações de bairro um pouco do poder atractivo que detiveram neste capítulo quase em exclusivo durante anos ao mesmo tempo que a sua função de convívio social foi perdendo também poder atractivo à medida que a condição económica das famílias foi melhorando globalmente.
 
As sociedades de bairro, durante muitos anos detiveram um monopólio relativo da recreação, através de materiais como a televisão e através de bailes e festejos, como as marchas populares.
 
Na sua grande parte, e conheço algumas, estas associações procuram reencontrar o esplendor que detiveram e nem sempre enveredando pelos caminhos certos...
 

Pontes de Marchil

 
 
Pontes de Marchil
 
Agora apelida-se de Pontes de Marchil toda a zona a seguir ao Fórum para quem sai de Faro mas no meu tempo e para nós, Pontes de Marchil era aqui.
 
Era a passagem de nível na estrada para o Monte Negro que levava uma eternidade fechada (acho que fechava logo que o comboio entrava em Faro de um lado e do outro não sei bem) e era por aqui que se ia à Praia de Faro à boleia.
 
As oportunidades eram maiores porque o trânsito também era maior. E para Pontes de Marchil havia o símbolo da Taberna, agora onde estão os Móveis Amaro aqui na foto, que servia para metermos água no organismo ou um Sofrutos ou Sumol.
 
A taberna, que agora já não é, para grande pena minha porque era um excelente ponto de encontro, tinha na Rua logo à direita um caminho para chegar ao famoso Baile das Pontes, onde se ia a pé a maior parte das vezes e na maior.
 
Agora quando me dizem Pontes de Marchil eu pergunto «onde?». Antes já sabia que era mesmo aqui e lá para trás da Taberna e junto à passagem de nível.

 

Café do Círculo em Olhão

 
 
Café do Círculo em Olhão
 
Aqui nesta esquina e ocupando todo o rés do chão, foi, no meu tempo, o Café que chamávamos do Círculo e que salvo erro pertencia a uma antiga associação de industriais e comerciantes de Olhão, daí que o seu nome total fosse Circulo Comercial e Industrial de Olhão.
 
Não atingindo, no meu tempo e na minha opinião, o prestígio do Café Aliança de Faro, era no entanto um café emblemático, com uma extensão de mesas e cadeiras grande e foi um local onde se podia estar a ler o jornal sem receio de estar a ocupar indevidamente espaço.
 
Não lhe conheço vida cultural ou tertúlias mas é bem provável que tenha seguido o percurso normal destas grandes extensões de convívio local, nomeadamente por ser frequentado também por pelo menos uma personalidade de prestígio em Olhão, penso que o Dr. Francisco Fernandes Lopes, que tinha uma peculiaridade de que oiço falar pouco: lia o jornal (Diário de Notícias na altura) desde a primeira palavra até à última, incluindo cabeçalho e anúncios, levando nisso cerca de duas horas corridas.
 
A memória dos povos também se faz com estas coisas.

 

terça-feira, 30 de abril de 2013

Primeira Padaria no Bom João

 
 
Primeira Padaria no Bom João
 
Este tema eu não domino muito, até porque os elementos disponíveis na Net são poucos para auxílio, mas sei que o primeiro vendedor de pão ao domicílio, numa bicicleta / carrinho tipo carro de gelados, ainda que toda metalizada a zinco e sem pintura mas forrada a pano branco por dentro,  que apareceu a vender pão na «minha» parte do Bom João partia daqui, deste local onde está agora um café / taberna / bar.
 
Este edifício teve forçosamente de levar o primeiro andar num arranjo (que terá renovado tanto o rés do chão como o primeiro andar, a meu ver) porque, por aquilo que eu me lembro, esta casa era de rés de chão, apenas.
 
Na ponta, onde se vê um portão semi - porta era a entrada de um quintal onde a lenha de pinheiro estava depositada. O forno em si era algures para esses lados, sendo a venda de pão (para além da ambulante) feita aqui também na parte agora ocupada pela entrada do café, onde havia também uma taberna.
 
Por aquilo que sei (e repito que não domino muito esta matéria) este padeiro, de nome bem conhecido (um dos filhos foi vendedor de ferro na Metalo Farense) terá sido um dos impulsionadores daquilo que se pode chamar fusão das padarias na cidade de Faro, primeiro através da criação de uma Cooperativa e posteriormente através da agregação na Sociedade Panificadora Farense, com fornos e instalação na Estrada de S. Brás, onde ainda se ia buscar pão fresco, bolos, pão com chouriço, etc.de madrugada até há bem pouco tempo (5 anos talvez).
 
As pequenas padarias que havia, na altura, até aos anos 60, foram-se inicialmente «cooperativizando» passando a ser postos de venda sem fabrico e abrindo-se outros postos de venda por toda a cidade.
 
O renascer das padarias com fabrico próprio terá tido lugar, segundo as minhas contas, a partir dos anos 70 juntando-se esta onda às ainda  resistentes padarias que nunca entraram quer na Cooperativa quer na Panificadora.
 
Os postos de venda da (ultimamente) Panificadora mantiveram-se ainda alguns anos, recebendo inclusivamente instalações próprias nalguns casos e empregando um número razoável de «padeiras» pela cidade. Na rua Ataíde de Oliveira havia uma, na Rua Camilo Castelo Branco (ou a outra antes) havia outra, em frente à Escola Industrial havia outra, na Estrada da Penha havia outra e seguramente muito mais que não refiro porque são de facto muitas as que conheci por passagem e por frequência nos casos citados.
 
O movimento das padarias em Faro é uma matéria interessante, que eu me comprometo a ir estudando com o tempo, mas este fluxo - refluxo empresarial (do artesanal à fábrica) levou uma grande «porrada» com a venda do pão caseiro vindo da serra na sua grande parte.